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:: Contracepção de Emergência

Contracepção de emergência

Mais conhecida como "pílula do dia seguinte", a contracepção de emergência deve ser utilizada em situações bem específicas. Por exemplo, quando, durante a relação sexual, ocorreu ruptura ou deslocamento do preservativo masculino ou quando a relação sexual foi realizada de forma desprotegida e há a possibilidade de uma gravidez não planejada. Ela também é indicada nos casos de violência sexual.

A pílula da contracepção de emergência - que tem formulação diferente da pílula anticoncepcional normal - deve ser tomada até 72 horas após a relação desprotegida. No entanto, os índices maiores de sucesso são obtidos com a tomada até 24 horas após o ato sexual desprotegido. Assim, quanto menor o espaço de tempo entre a relação sexual e a tomada do contraceptivo de emergência, maior a probabilidade de sucesso do método.

A pílula da contracepção de emergência age de três formas:
1) Inibe ou retarda a ovulação;
2) Altera a motilidade (movimento) das trompas;
3) Torna o muco cervical espesso.

Estes dois últimos mecanismos impedem que os espermatozóides caminhem através do útero para fecundar o óvulo.

Não se trata de um método abortivo, nem induz o aborto em caso de gravidez já estabelecida. A pílula do dia seguinte atua evitando o encontro do óvulo com o espermatozóide.

Apenas excepcionalmente a contracepção de emergência pode ser utilizada mais de uma vez no mesmo ciclo. É importante lembrar que em novas relações sexuais, após o uso da contracepção de emergência, é preciso adotar uma proteção de barreira como o preservativo. Nos casos de uso repetitivo desse método contraceptivo podem ocorrer variações do ciclo menstrual e os índices de falha aumentam.

Atualmente, o método apresenta menos efeitos colaterais que os métodos de emergência utilizados anteriormente, porém algumas mulheres têm enjôo ou vômito. Em caso de vômito nas primeiras duas horas após a ingestão do comprimido pode acontecer de não ter havido tempo para o medicamento ser absorvido e a dose deve ser repetida. Em alguns casos pode haver alteração na menstruação, como antecipação ou atraso no ciclo menstrual e até mesmo aumento no fluxo sanguíneo.

É importante lembrar que a contracepção de emergência não oferece nenhuma proteção contra doenças sexualmente transmissíveis (inclusive a AIDS). Portanto, faça sexo seguro sempre.

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