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:: Distúrbios do sono

Como o próprio nome diz, distúrbios do sono são alterações relacionadas ao sono, como dificuldade para dormir ou comportamentos anormais durante o sono. Já foram identificados mais de 90 tipos de distúrbios, que podem ser classificados em:

  • Dissonias - distúrbios intrínsecos do sono (insônia, narcolepsia, hipersonia, apnéia, ronco e síndrome das pernas inquietas, entre outros), distúrbios extrínsecos do sono (relacionados ao ambiente, excesso de alimentação antes de dormir ou durante a noite, problemas relacionados à dependência de drogas ou álcool) e distúrbios relacionados com os ritmos circadianos (fuso horário, trabalho em turnos, padrão irregular de sono, por exemplo);
  • Parassonias - distúrbios do despertar parcial (sonambulismo, por exemplo), distúrbios da transição sono-vigília, distúrbios associados ao sono REM (pesadelos, paralisia do sono), outras parassonias (bruxismo, incontinência urinária);
  • Distúrbios do sono associados a problemas clínicos/psiquiátricos - psicoses, transtornos de ansiedade, alcoolismo, demência, dores de cabeça, isquemia cardíaca noturna, doença pulmonar crônica, asma e refluxo gastroesofágico relacionado com o sono, entre outros;
  • Distúrbios propostos - sono curto ou longo, problemas relacionados com a menstruação ou gravidez e síndrome do sufocamento durante o sono, por exemplo.

Por que aparece
Os distúrbios do sono podem ser causados por problemas físicos ou psicológicos. Acontecimentos importantes, como mudança de emprego, divórcio, nascimento ou morte na família são fatores que podem contribuir para que o sono seja afetado. Outros problemas que também podem interferir na qualidade do sono: ansiedade, dores crônicas, ambiente agitado durante o sono, incontinência, alguns medicamentos, síndrome de abstinência, problemas metabólicos, neurológicos e alterações hormonais (incluindo as mudanças provocadas pela menopausa).

Diagnóstico
Para saber se a sonolência durante o dia é um caso isolado ou está relacionada com um distúrbio do sono é preciso observar os sintomas, pois alguns comportamentos específicos caracterizam o problema. Observe os sinais abaixo:

  • sente-se irritado ou sonolento durante o dia?
  • tem dificuldade de manter-se acordado quando está sentado, vendo TV ou lendo?
  • pega no sono ou sente-se muito cansado enquanto dirige?
  • tem dificuldade de concentração?
  • ouve com frequência que parece cansado?
  • tem reações lentas ou ataques de raiva?
  • tem vontade de tirar uma soneca quase todos os dias?
  • precisa de bebidas estimulantes para manter-se animado

Caso alguns deles ocorram com frequência, podem estar sinalizando um distúrbio do sono. Para diagnosticá-lo, o médico precisa do histórico médico completo, além de fazer um exame físico e, eventualmente, solicitar alguns testes em um laboratório de estudos do sono. Um diário do sono pode ser útil para ajudar no diagnóstico.

Riscos
Está cientificamente comprovado que dormir menos horas do que o necessário pode prejudicar a saúde física e mental. O organismo entende a falta de descanso como estresse, o que dispara a produção de cortisol que, por sua vez, inibe a ação de outras substâncias. Uma delas é o GH (hormônio do crescimento, em inglês), importante para, como o próprio nome diz, promover o crescimento físico e para regular a síntese da glicose - o açúcar do sangue - prevenindo o diabetes. Pouco sono também pode prejudicar a memória de curto prazo, causar dificuldade de concentração, depressão, ansiedade, irritabilidade, alterações no humor, falta de ânimo, redução da libido e maior risco de problemas cardiovasculares. Ainda, a falta crônica do sono apresenta conseqüências adversas no metabolismo dos carboidratos e nas funções hormonais.

Tratamento
Embora os sintomas de distúrbios do sono sejam similares, as causas podem ser totalmente distintas. Por isso, reconhecer qual é o problema e os fatores que o provocam é indispensável para o tratamento, que será prescrito pelo médico de acordo com essas variáveis e pode incluir estratégicas psicológicas e/ou medicamentos.

Quando procurar o médico
É difícil determinar quantas horas de sono são suficientes, pois isso varia de pessoa para pessoa. Sem contar que, além da quantidade, também é importante observar a qualidade do sono. Se a falta de um dos dois - quantidade e qualidade - ou ambos, está interferindo na rotina diária durante um longo período de tempo e os sintomas descritos acima estão presentes, é fundamental procurar ajuda médica. Alguns distúrbios do sono são muito sérios e prejudicam as funções mentais, emocionais e físicas.

Prevenção
Alguns distúrbios do sono têm causas físicas que não podem ser evitadas. Mas vale observar algumas estratégias simples para melhorar a qualidade do sono:

  • Tente levantar e ir para cama todos os dias por volta do mesmo horário;
  • Se está na cama, mas não consegue dormir, levante-se e faça outra coisa até sentir-se realmente com sono;
  • Procure manter o ambiente silencioso e com pouca luz;
  • Evite cafeína e álcool perto da hora de deitar, assim como refeições pesadas e excesso de exercícios físicos;
  • Cheque sua medicação com o médico: alguns remédios podem interferir na qualidade do sono.

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